A Itaipu Binacional apresentou, nesta quinta-feira (04/11/21), em Glasgow (Escócia), as medidas de enfrentamento das mudanças climáticas adotadas tanto na usina como na área de influência do reservatório. As ações foram relacionadas pelo diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell, em evento promovido pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Undesa, na sigla em inglês).
A abertura do encontro foi feita pelo ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, que destacou a Itaipu como caso de sucesso na cooperação entre dois países e na promoção da geração de energia limpa e renovável. “A transição energética começou no Brasil 50 anos atrás, quando decidimos, junto com o Paraguai, construir a Itaipu, um exemplo de sustentabilidade para os demais países”, afirmou o ministro.
Carbonell mencionou as medidas de enfrentamento das mudanças climáticas, dividindo-as em infraestrutura verde (ecossistemas) e infraestrutura cinza (obras, equipamentos e tecnologias) e classificando-as em medidas de adaptação e mitigação, e medidas de resiliência. Entre as medidas de mitigação e adaptação, destacam-se os investimentos na atualização tecnológica da usina, a implantação da microcentral termelétrica a biogás, a adoção de biometano para uso na frota e o plantio de 24 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica na margem brasileira do reservatório.
Já as medidas de adaptação incluem o sistema de gestão da operação e manutenção da usina combinado com o regime hidrológico e a coordenação do Operador Nacional do Sistema (ONS), para promover o máximo aproveitamento energético de toda a água que chega ao reservatório; e a manutenção de mais de 100 mil hectares de áreas verdes em torno do reservatório, como estratégia de garantir a qualidade e a quantidade de água no longo prazo e, assim, promover a segurança energética.
O sub-secretário geral do Undesa, Liu Zhenmin, também participou, destacando a necessidade de recuperar o atraso em vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A conselheira Maria Antonia Gwynn, da margem paraguaia da Itaipu, foi responsável pelas palavras de encerramento, chamando a atenção para a importância da cooperação internacional para a promoção do desenvolvimento sustentável.
Imagem: Itaipu
Fonte: Leia esta matéria na íntegra neste link do site da Itaipu Binacional.